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Redação ENEM

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A redação do ENEM é sempre parte muito importante da prova que ajuda muito (ou não) nas notas dos candidatos. Principalmente quando o assunto é usar a nota do ENEM para entrar em uma faculdade, muitas instituições têm usado a nota da redação do ENEM como peso importante para definir quem serão os alunos contemplados com as vagas. Por isso, saber escrever uma boa redação é primordial em qualquer prova importante, e será importante também, no ENEM 2016.

Por que a redação é um assunto tão questionado? Por que tantas pessoas têm medo dela e acabam se enroscando na hora de escrevê-la? A verdade é que a redação do ENEM 2016 exigirá, assim como em outros anos, que os candidatos tenham bastante conhecimento do assunto posto como tema, que eles saibam defender a sua opinião de maneira coerente.

Escrever um texto com boa grafia, gramática impecável, concordância verbal incrível e ainda seguindo uma linha de raciocínio lógica, deixa muitos de cabelo em pé, é verdade. Mas o mistério deve ficar mais por conta do tema, que é segredo de Estado até a hora da prova, e não devido às técnicas comuns a qualquer redação.

Como fazer uma boa redação

A redação do ENEM delimita um espaço de 30 linhas para que os candidatos escrevam a redação inteira, com título e tudo o mais. Por isso, saber se arranjar em apenas 30 linhas, já é uma tarefa muito boa. Mas também há um limite mínimo de linhas que a redação pode ter, que no caso, são 7. A redação do ENEM 2016 será dissertativo-argumentativa, ou seja, você deverá escrever uma dissertação expondo o seu ponto de vista sobre o assunto em questão. Mas não é porque você estará escrevendo a sua opinião que você pode fazer isso de qualquer jeito. Não, não.

A dissertação sempre envolve um título, que deve ser bastante atrativo para conduzir o leitor ao texto com ansiedade. Mas o título é só a cereja do bolo, por assim dizer. Embora tenha que ser bonito, não adiantará nada se o restante do texto não for “saboroso”. Por isso, atente-se a algumas técnicas, mas também deixe a sua mente trabalhar! A redação dissertativa deve conter começo, meio e fim, bem delimitados e linkados um ao outro para que a redação faça sentido e as ideias se encaixem.

Uma boa introdução ajuda a atiçar a curiosidade do leitor, que deve desejar saber respostas a possíveis perguntas ou dúvidas deixadas na introdução. O contexto da redação deve ser bem discutido, de forma clara e direta, sem enrolações. E a conclusão deve ser eficaz, mostrando que o seu raciocínio tem uma lógica e que as ideias expostas no seu texto, valeram a pena serem lidas. Mas como conseguir fazer tudo isso tão bem em tão pouco tempo?

Prática. A prática é importante para tudo na vida, inclusive para escrever bem. No caso da redação do ENEM 2016, embora o tema seja um mistério, a linha seguida para a escolha dos temas de todos os anos do ENEM tem sido a mesma – temas atuais do Brasil e/ou do mundo. Então, para ficar por dentro de tudo, você tem que ler muito e assistir a muitos jornais na TV ou na internet, e sempre tenha uma boa opinião formada por aqueles assuntos que você está se inteirando. Provavelmente, os temas da redação do ENEM 2016 girarão em torno de problemas ambientais, problemas políticos e seus escândalos de corrupção, problemas sociais e desigualdades, catástrofes naturais do mundo, crise econômica do Brasil e do mundo, dificuldades de erradicação de doenças epidêmicas, dentre outras possibilidades que ainda podem surgir.

Então, além de ficar por dentro de tudo o que está acontecendo de importante por aí, tente escrever redações neste modelo dissertativo-argumentativo sobre diversos assuntos. Se achar melhor, você pode pegar os temas de redações de outros anos do ENEM e de alguns vestibulares e tentar fazê-los. Fazer isso com frequência até o mês de realização do ENEM 2016 será um excelente treino para você! Além de treinar a estrutura de uma redação dissertativa-argumentativa, você também estará treinando a sua grafia, gramática, concordância verbal, usar apenas o espaço delimitado para escrever suas ideias e, claro, o tempo que você tem para fazer isso, que sempre é bem apertado.

No dia de escrever a redação no ENEM 2016, a melhor coisa a se fazer é começar a prova pela redação, já que no mesmo dia são realizadas outras provas também, assim, você não corre o risco de ter que deixar a redação pela metade por falta de tempo para conclui-la. E sempre faça um rascunho antes de passar a redação para a folha oficial, assim, você evita de rasurar muito a folha ou de escrever à caneta na folha oficial de redação algum parágrafo que você gostaria de mudar. Dessa forma, há grandes chances de você ter sucesso!

Exemplos de redação

A maior parte das redações do ENEM costumam ficar com as notas na faixa de 501 a 600, sendo que a nota do ENEM vai de 0,0 a 1000. Uma minoria consegue conquistar os avaliadores com redações conhecidas como “redações nota 1000”, afinal, são redações impecáveis. Quer ler algumas delas? Veja dois exemplos do ENEM de 2014 e tente ver como as técnicas ditas acima foram aplicadas nelas.

Redação de Carlos Eduardo L. Marciano, 19 anos, do Rio

O verdadeiro preço de um brinquedo
É comum vermos comerciais direcionados ao público infantil. Com a existência de personagens famosos, músicas para crianças e parques temáticos, a indústria de produtos destinados a essa faixa etária cresce de forma nunca vista antes. No entanto, tendo em vista a idade desse público, surge a pergunta: as crianças estariam preparadas para o bombardeio de consumo que as propagandas veiculam?

Há quem duvide da capacidade de convencimento dos meios de comunicação. No entanto, tais artifícios já foram responsáveis por mudar o curso da História. A imprensa, no século XVIII, disseminou as ideias iluministas e foi uma das causas da queda do absolutismo. Mas não é preciso ir tão longe: no Brasil redemocratizado, as propagandas políticas e os debates eleitorais são capazes de definir o resultado de eleições. É impossível negar o impacto provocado por um anúncio ou uma retórica bem estruturada.

O problema surge quando tal discurso é direcionado ao público infantil. Comerciais para essa faixa etária seguem um certo padrão: enfeitados por músicas temáticas, as cenas mostram crianças, em grupo, utilizando o produto em questão.Tal manobra de “marketing” acaba transmitindo a mensagem de que a aceitação em seu grupo de amigos está condicionada ao fato dela possuir ou não os mesmos brinquedos que seus colegas. Uma estratégia como essa gera um ciclo interminável de consumo que abusa da pouca capacidade de discernimento infantil.

Fica clara, portanto, a necessidade de uma ampliação da legislação atual a fim de limitar, como já acontece em países como Canadá e Noruega, a propaganda para esse público, visando à proibição de técnicas abusivas e inadequadas. Além disso, é preciso focar na conscientização dessa faixa etária em escolas, com professores que abordem esse assunto de forma compreensível e responsável. Só assim construiremos um sistema que, ao mesmo tempo, consiga vender seus produtos sem obter vantagem abusiva da ingenuidade infantil.

Redação de Maria Eduarda de A. C. Ilha, 18 anos, do Rio

Consumidores do futuro
De acordo com o movimento romântico literário do século XIX, a criança era um ser puro. As tendências do Romantismo influenciavam a temática poética brasileira através da idealização da infância. Indo de encontro a essa visão, a sociedade contemporânea, cada vez mais, erradica a pureza dos infantes através da influência cultural consumista presente no cotidiano. Nesse contexto, é preciso admitir que a alegação de uma sociedade conscientizada se tornou uma maneira hipócrita de esconder o descaso em relação aos efeitos da publicidade infantil no país.

Em primeiro plano, deve-se notar que o contexto brasileiro contemporâneo é baseado na lógica capitalista de busca por lucros e de incentivo ao consumo. Esse comportamento ganancioso da iniciativa privada é incentivado pelos meios de comunicação, que buscam influenciar as crianças de maneira apelativa no seu dia-a-dia. Além disso, a ausência de leis nacionais acerca dos anúncios infantis acaba por proporcionar um âmbito descontrolado e propício para o consumo. Desse modo, a má atuação do governo em relação à publicidade infantil resulta em um domínio das influências consumistas sobre a geração de infantes no Brasil.

Por trás dessa lógica existe algo mais grave: a postura passiva dos principais formadores de consciência da população. O contexto brasileiro se caracteriza pela falta de preocupação moral nas instituições de ensino, que focam sua atuação no conteúdo escolar em vez de preparar a geração infantil com um método conscientizador e engajado. Ademais, a família brasileira pouco se preocupa em controlar o fluxo de informações consumistas disponíveis na televisão e internet. Nesse sentido, o despreparo das crianças em relação ao consumo consciente e às suas responsabilidades as tornam alvos fáceis para as aquisições necessárias impostas pelos anúncios publicitários.

Torna-se evidente, portanto, que a questão da publicidade infantil exige medidas concretas, e não um belo discurso. É imperioso, nesse sentido, uma postura ativa do governo em relação à regulamentação da propaganda infantil, através da criação de leis de combate aos comerciais apelativos para as crianças. Além disso, o Estado deve estimular campanhas de alerta para o consumo moderado. Porém, uma transformação completa deve passar pelo sistema educacional, que em conjunto com o âmbito familiar pode realizar campanhas de conscientização por meio de aulas sobre ética e moral. Quem sabe, dessa forma, a sociedade possa tornar a geração infantil uma consumidora consciente do futuro, sem perder a pureza proposta pelo Movimento Romântico.

Fazer uma boa redação está nas suas mãos, embora isso pareça bem redundante. Mas depende de você mesmo, do seu treino, sua dedicação, seu interesse. Um conjunto de ações fará com que você mande muito bem na redação do ENEM 2016. E qualquer mudança que seja necessária em relação à sugestão de temas dada aqui, este artigo ainda poderá passar por uma atualização.






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4 Comentários

  1. Amanda disse:

    Olá. Gostei muito das explicações. Mas, ano passado eu não coloquei um titulo. E gostaria de saber, se é necessário ou não. Grata!

    • Enem 2016 disse:

      Amanda, Em geral, o título só é obrigatório se for pedido nas instruções da proposta da prova de redação. Caso contrário, ele é opcional – regra que se aplica principalmente à dissertação. Siga-nos no facebook. Atenciosamente: Blog voluntário informativo sem vínculo com os órgãos responsáveis pelo Exame Nacional do Ensino Médio.

  2. Enem mande eles organizar mais esse site.

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